quinta-feira, 9 de junho de 2011

Workshop de fotogramas/Esculturas de luz


Workshop de fotogramas/Esculturas de luz



Min. de 3 máx de 15 participantes
Duração:3 horas
Preço (NÃO inclui materiais)
Público alvo: crianças


Objectivos


Fotogramas na linguagem dos fotógrafos, é aquilo de que é composto os filmes de
fotografia, que na linguagem popular se dá o nome de rolos fotográficos. Existem
diversos tipos de rolos com 24, 36 ou mais fotografias (com a designação também
de fotogramas ou ainda negativos), muitas vezes vendida também a metro.
Fotogramas também é o tipo de designação que se dá à realização da fotografia
apenas em papel fotográfico, sendo os seus elementos constituídos apenas por
mera composição criativa. Este tipo de técnica de fotografia era conhecido como
“rayogramas” devido ao facto de um dos seus primeiros percursores desta técnica
ter sido Man Ray.
Por outras palavras, num laboratório de fotografia (ou na improvisação da falta
deste, na casa de banho) coloquemos uma folha de papel fotográfico numa mesa.
De seguida coloquemos em cima desta folha de papel fotográfico vários elementos
tendo em conta uma composição cuidadosa, de forma a criar o que pretendemos.
Como se pode ver a realização dos fotogramas é simples: num ambiente em que
exista somente dois pontos de luz artificial, sendo uma das fontes de iluminação
vermelha. Trabalhemos sempre num ambiente de iluminação vermelha, façamos
inicialmente a composição dos elementos (ou objectos) por cima da folha
fotográfica e depois expondo à luz branca (ou incolor), o papel fotográfico vai ficar
sensibilizado às sombras (zonas em que irá ficar branco no papel revelado) ou à
iluminação directa (zonas em que irá ficar preto no papel fotográfico) tendo o
cuidado de controlar o tempo de exposição (num ampliador 2 a 3 segundos poderá
ser o tempo suficiente).
Deve se trabalhar num ambiente de iluminação vermelha. Em relação aos químicos
do processo da revelação das fotografias a preto e branco obedece ás 3 fases
nomeadamente (1) a revelação (onde é revelado o filme e aparece a imagem no
papel) passando depois de escorrido a química desta fase para a fase seguinte
que é um (2) banho de passagem pois este é só constituído apenas de água para
se proceder à lavagem residual do revelador que ficou aderente ao papel. Depois
de se ter escorrido bem a água do banho de passagem, procede-se á ultima fase
(3) a fixação, que como o próprio nome indica trata-se de efectuar a fixação ou
“congelamento” dos químicos (deve ficar o maior tempo possível desde 3 minutos
até 30 minutos dependendo da marca do fixador a utilizar) pois se não existisse
esta função a fotografia não existia.
Só após ter mergulhado nos líquidos da fixação é que se pode ligar proceder á
ligação da iluminação branca (ou incolor).
Em seguida procede-se à secagem do papel fotográfico devendo de preferência
ficar o mesmo suspenso numa corda apenas com uma mola num canto do papel
fotográfico para que se proceda à uniformização da secagem em todo o papel.


Materiais


Papel fotográfico, vários objectos, naturais e artificiais, luz branca, sala escura com luz
vermelha e tinas com líquido revelador e fixador.




Sobre a formadora



Cátia Cóias, nasceu em 1978, em Lisboa, onde vive e trabalha.
Possui formação de fotografia pela Arco (Lisboa) e de Belas-Artes pela London Metropolitan University (Londres).
Possui no currículo várias exposições individuais e colectivas em galerias –Cinema São Jorg,Galeria Quadrum, Voyeur Project View , Espaço Maus Hábitos, Museu da Cidade etc.-, 
museus e bibliotecas, e ainda parcerias diversas de natureza transdisciplinar.
Fundadora da Plataforma de Acção Fotográfica (uma plataforma sócio -cultural que explora a fotografia como um instrumento de inclusão social)e do projecto Jardins Sonoros (que estabelece uma relação entre som e espaço, assim como as implicações de novos meios de comunicação em novos espaços ambientais envolvendo a participação de público).





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